Dativo no falado: pra ele, não lhe
Dativo no falado: pra ele, não lhe significa “No Brasil diz-se "dei pra ele"; o clítico lhe é de registro escrito”. Os manuais ensinam o clítico dativo lhe, mas na fala brasileira ele praticamente desapareceu nas terceiras pessoas. Formação: verbo + para/pra + ele/ela/você — em vez do clítico lhe
No Brasil diz-se "dei pra ele"; o clítico lhe é de registro escrito
A2Formação
verbo + para/pra + ele/ela/você — em vez do clítico lhe
Explicação
Os manuais ensinam o clítico dativo lhe, mas na fala brasileira ele praticamente desapareceu nas terceiras pessoas. Estudos de corpus sobre teatro brasileiro dos séculos XIX e XX registram a queda do clítico dativo de cerca de sessenta por cento na década de 1840 para algo em torno de três por cento nos anos 1990, enquanto os sintagmas preposicionais subiram para cerca de metade e os dativos nulos quase o mesmo. No mesmo período, o português europeu manteve o clítico dominante. Diga dei o livro pra ele, e note que para suplantou a dentro do sintagma.
Exemplos
Observação
⚠ Diga pra mim, nunca "pra eu". Mas "para eu fazer" está certo, pois aí eu é sujeito do infinitivo.
FAQ
Dativo no falado: pra ele, não lhe — o que significa e como se usa?
No Brasil diz-se "dei pra ele"; o clítico lhe é de registro escrito. Os manuais ensinam o clítico dativo lhe, mas na fala brasileira ele praticamente desapareceu nas terceiras pessoas. Estudos de corpus sobre teatro brasileiro dos séculos XIX e XX registram a queda do clítico dativo de cerca de sessenta por cento na década de 1840 para algo em torno de três por cento nos anos 1990, enquanto os sintagmas preposicionais subiram para cerca de metade e os dativos nulos quase o mesmo. No mesmo período, o português europeu manteve o clítico dominante. Diga dei o livro pra ele, e note que para suplantou a dentro do sintagma.
Dativo no falado: pra ele, não lhe — como se forma?
verbo + para/pra + ele/ela/você — em vez do clítico lhe
Dativo no falado: pra ele, não lhe — há observações de uso?
⚠ Diga pra mim, nunca "pra eu". Mas "para eu fazer" está certo, pois aí eu é sujeito do infinitivo.