Discurso indireto: concordância dos tempos

Discurso indireto: concordância dos tempos significa “Ao relatar o que alguém disse, o verbo recua um tempo e os pronomes e advérbios de tempo também mudam”. Para passar do discurso direto ao indireto depois de disse que, falou que ou perguntou se, você recua o verbo um passo. Formação: disse/falou que + verbo recuado · perguntou se + verbo recuado · presente→imperfeito · perfeito→mais-que-perfeito (tinha feito) · futuro→ia + inf./futuro do pretérito · imperativo→que + subjuntivo imperfeito / para + inf.

Ao relatar o que alguém disse, o verbo recua um tempo e os pronomes e advérbios de tempo também mudam

B2

Formação

disse/falou que + verbo recuado · perguntou se + verbo recuado · presente→imperfeito · perfeito→mais-que-perfeito (tinha feito) · futuro→ia + inf./futuro do pretérito · imperativo→que + subjuntivo imperfeito / para + inf.

Explicação

Para passar do discurso direto ao indireto depois de disse que, falou que ou perguntou se, você recua o verbo um passo. O presente vira imperfeito: "Estou cansado" → Ele disse que estava cansado. O pretérito perfeito vira mais-que-perfeito com tinha: "Cheguei cedo" → Disse que tinha chegado cedo. Um futuro vira futuro do pretérito, e aqui o brasileiro prefere de longe a forma analítica ia + infinitivo à sintética viajaria: "Vou viajar" → Disse que ia viajar. O imperativo vira que + imperfeito do subjuntivo ou, mais coloquial, para + infinitivo: "Fecha a porta" → Pediu que eu fechasse a porta / Pediu para eu fechar a porta. Você também desloca os pronomes e as palavras de tempo e lugar: aqui→lá, hoje→naquele dia, este→aquele. O mecanismo é igual ao do espanhol (dijo que estaba cansado), então transfere-se sem dificuldade — só lembre que a fala brasileira usa ia + infinitivo onde o espanhol usaria o condicional.

Exemplos

Ela disse que estava muito ocupada naquele dia.
Ele falou que ia chegar mais tarde.

Observação

Na fala brasileira, ia + infinitivo (ia viajar) é bem mais comum que o condicional sintético (viajaria) para relatar um futuro. Não esqueça de deslocar também as palavras de tempo e lugar: hoje→naquele dia, aqui→lá, este→aquele.

FAQ

Discurso indireto: concordância dos tempos — o que significa e como se usa?

Ao relatar o que alguém disse, o verbo recua um tempo e os pronomes e advérbios de tempo também mudam. Para passar do discurso direto ao indireto depois de disse que, falou que ou perguntou se, você recua o verbo um passo. O presente vira imperfeito: "Estou cansado" → Ele disse que estava cansado. O pretérito perfeito vira mais-que-perfeito com tinha: "Cheguei cedo" → Disse que tinha chegado cedo. Um futuro vira futuro do pretérito, e aqui o brasileiro prefere de longe a forma analítica ia + infinitivo à sintética viajaria: "Vou viajar" → Disse que ia viajar. O imperativo vira que + imperfeito do subjuntivo ou, mais coloquial, para + infinitivo: "Fecha a porta" → Pediu que eu fechasse a porta / Pediu para eu fechar a porta. Você também desloca os pronomes e as palavras de tempo e lugar: aqui→lá, hoje→naquele dia, este→aquele. O mecanismo é igual ao do espanhol (dijo que estaba cansado), então transfere-se sem dificuldade — só lembre que a fala brasileira usa ia + infinitivo onde o espanhol usaria o condicional.

Discurso indireto: concordância dos tempos — como se forma?

disse/falou que + verbo recuado · perguntou se + verbo recuado · presente→imperfeito · perfeito→mais-que-perfeito (tinha feito) · futuro→ia + inf./futuro do pretérito · imperativo→que + subjuntivo imperfeito / para + inf.

Discurso indireto: concordância dos tempos — há observações de uso?

Na fala brasileira, ia + infinitivo (ia viajar) é bem mais comum que o condicional sintético (viajaria) para relatar um futuro. Não esqueça de deslocar também as palavras de tempo e lugar: hoje→naquele dia, aqui→lá, este→aquele.

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