Concordância verbal: casos difíceis

Concordância verbal: casos difíceis significa “Concordâncias difíceis: haver e fazer impessoais ficam no singular; «a maioria de» admite os dois.”. Quando haver significa «existir», é impessoal e não tem sujeito, por isso fica na terceira pessoa do singular por mais coisas que venham depois: Havia muitos livros na estante, nunca haviam. Formação: haver/fazer impessoais → sempre 3ª sing. · a maioria de/metade de + plural → sing. ou pl. · 50% dos N → concorda com N · um dos que → pl.

Concordâncias difíceis: haver e fazer impessoais ficam no singular; «a maioria de» admite os dois.

B2

Formação

haver/fazer impessoais → sempre 3ª sing. · a maioria de/metade de + plural → sing. ou pl. · 50% dos N → concorda com N · um dos que → pl.

Explicação

Quando haver significa «existir», é impessoal e não tem sujeito, por isso fica na terceira pessoa do singular por mais coisas que venham depois: Havia muitos livros na estante, nunca haviam. O mesmo vale para o fazer de tempo decorrido: Faz dois anos que moro aqui, nunca fazem — é justamente o correspondente escrito do tem falado de ptg004. O espanhol se comporta aqui de modo idêntico (había muchos libros, hace dos años), um caso raro de transferência direta. Outras três construções são de fato flexíveis: com a maioria dos alunos ou a metade dos alunos o verbo pode ir no singular (passou, concordando com maioria) ou no plural (passaram, concordando com alunos), ambos corretos; a porcentagem concorda com o substantivo seguinte (50% dos votos foram anulados, mas 50% da população saiu); e um dos que prefere claramente o plural, já que o relativo remete ao grupo (É um dos que mais trabalham). Por fim, o coletivo a gente leva sempre verbo no singular, embora signifique «nós» (ver ptg031).

Exemplos

Havia muitos livros na estante.
Faz dois anos que moro aqui.

Observação

Colocar haver ou fazer no plural (haviam livros, fazem dois anos) é um dos erros escritos mais comuns até entre nativos — mas ele fica no singular. Observe que, como auxiliar (não existencial), o haver concorda normalmente.

FAQ

Concordância verbal: casos difíceis — o que significa e como se usa?

Concordâncias difíceis: haver e fazer impessoais ficam no singular; «a maioria de» admite os dois.. Quando haver significa «existir», é impessoal e não tem sujeito, por isso fica na terceira pessoa do singular por mais coisas que venham depois: Havia muitos livros na estante, nunca haviam. O mesmo vale para o fazer de tempo decorrido: Faz dois anos que moro aqui, nunca fazem — é justamente o correspondente escrito do tem falado de ptg004. O espanhol se comporta aqui de modo idêntico (había muchos libros, hace dos años), um caso raro de transferência direta. Outras três construções são de fato flexíveis: com a maioria dos alunos ou a metade dos alunos o verbo pode ir no singular (passou, concordando com maioria) ou no plural (passaram, concordando com alunos), ambos corretos; a porcentagem concorda com o substantivo seguinte (50% dos votos foram anulados, mas 50% da população saiu); e um dos que prefere claramente o plural, já que o relativo remete ao grupo (É um dos que mais trabalham). Por fim, o coletivo a gente leva sempre verbo no singular, embora signifique «nós» (ver ptg031).

Concordância verbal: casos difíceis — como se forma?

haver/fazer impessoais → sempre 3ª sing. · a maioria de/metade de + plural → sing. ou pl. · 50% dos N → concorda com N · um dos que → pl.

Concordância verbal: casos difíceis — há observações de uso?

Colocar haver ou fazer no plural (haviam livros, fazem dois anos) é um dos erros escritos mais comuns até entre nativos — mas ele fica no singular. Observe que, como auxiliar (não existencial), o haver concorda normalmente.

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